Bots: uma nova tecnologia

Bem, comecemos do início. Que são bots? Em uma definição simples, são peças de software, geralmente fundamentadas em IA, que conversam com os usuários em termos humanos. Os mais novos interagem, ou tentam interagir, conosco de forma natural. Eles se propõem a preencher um gap das APIs comuns, que precisam de parâmetros bem definidos para traduzir conversação natural ou uma linguagem não estruturada, como um texto que digitamos livremente, em parâmetros estruturados, para acessar as funcionalidades proporcionadas pelas APIs. Ainda não estão aptos a passar pelo famoso teste de Turing, mas já permitem uma razoável interatividade.

Os bots têm o propósito de acabar com a profusão de apps que existem hoje. Torna-se difícil para um usuário baixar e usar centenas de apps, cada um com suas próprias peculiaridades. Assim, nós acabamos usando apenas os apps que nos interessam mais, como os do banco, WhatsApp, Messenger do Facebook, Uber, Airbnb, Waze e alguns outros.

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Com a disseminação de apps como WhatsApp e o próprio Messenger do Facebook, nos acostumamos com interações rápidas pelos smartphones. Com a evolução infatigável da IA, de seus algoritmos e das interfaces interativas, por que não dar o próximo passo? Assim, me pareceu que os bots têm potencial e resolvi pesquisar um pouco mais o assunto. A conclusão que cheguei, e que quero compartilhar aqui, é que os bots podem ser a nova geração de apps.

Em princípio, bots apresentam vantagens sobre os apps. Não precisamos fazer download, pois eles aparecem mais com funcionalidades do app que já estamos usando. No caso do Facebook, uma nova mensagem.  Permitem criar interfaces mais interativas para funcionalidades como auxílio ao cliente, recomendações e sugestões, reservas de agendas, passagens e hospedagem, check-ins de vôos, etc. Assim, de forma mais simplista, sem ter que passar por vários apps, usaríamos um bot e ele “entenderia” nosso contexto e dispararia os apps capazes de acionar funcionalidades capazes de realizar o que desejamos que seja realizado.

Os bots têm potencial de voltar a acelerar o mercado de apps, que está mostrando sinais de cansaço. Apenas 20 apps devoram mais da metade de toda a receita gerada pela App Store. Desenvolver um app sofisticado não é uma tarefa simples e como, por sua vez, os usuários não têm interesse em baixar centenas de apps, a concentração em poucos apps tende a se tornar mais aguda. Em média, 25% dos apps baixados é usado apenas uma única vez. Pesquisas mostram que os usuários de smartphones mantêm cerca de 20 ou menos apps em seus aparelhos.

Como os bots ainda estão no início da curva de “disparo da tecnologia”, o ecossistema ainda está em construção.  Para variar, como toda nova tecnologia, abre-se mais uma aguerrida disputa pelo domínio do mercado. Várias plataformas estão disponibilizando APIs, umas mais abertas, outras nem tanto, para facilitar a construção de bots, como a Alexa, da Amazon, a Siri, da Apple, o Messenger, do Facebook, a Cortana, da Microsoft, o Watson, da IBM e o Slack.

Fonte:IDG/Cezar Taurion

 

 

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