O fim da privacidade poderá estar proximo..

Esta aplicação desenvolvida para rodar em um celular 3G com camera permite compartilhar informações pessoais e profissionais com as pessoas ao redor. Basta apenas a pessoa ter um celular com o mesmo software , apontar o celular para o rosto da pessoa , o software vai fazer o reconhecimento facial, acessar uma base de dados e obter todas as informações sobre aquela pessoa. Claro que, no momento , apenas as informações que a própria pessoa disponibilizar. Veja no vídeo que ao acordar o sujeito ajusta no seu celular qual o profile que ele deseja que esteja disponível, pode ser um profile dedicado a parte profissional ou social do indivíduo.

Se a gente pensar nos desdobramentos de toda essa tecnologia, no futuro poderemos ter uma sociedade onde tudo e todos estarão interligados na vida real através de disposítivos móveis como o celular ou até do temido chip de identificação , onde em qualquer lugar qualquer pessoa poderá obter informações sobre qualquer outra pessoa que estiver ao seu redor.

Será muita informação a disposição  das pessoas , tanto as com boas ou más intenções.

Veja que não estou condenando de forma alguma este tipo de tecnologia e muito menos a idéia exposta no video acima que até é bem inocente. Mas aproveitei a idéia apresentada no vídeo para abrir um debate sobre o assunto.

Veja abaixo algumas informações interessantes extraidas da Wikipedia:

Privacidade é a habilidade de uma pessoa em controlar a exposição e a disponibilidade de informações acerca de si. Relaciona-se com a capacidade de existir na sociedade de forma anônima (inclusive pelo disfarce de um pseudônimo ou por uma identidade falsa).

Túlio Vianna, professor de Direito da PUC Minas, divide o direito à privacidade em 3 outros direitos que, em conjunto, caracterizam a privacidade:

  1. Direito de não ser monitorado, entendido como direito de não ser visto, ouvido, etc.
  2. Direito de não ser registrado, entendido como direito de não ter imagens gravadas, conversas gravadas, etc.
  3. Direito de não ser reconhecido, entendido como direito de não ter imagens e conversas anteriormente gravadas publicadas na Internet em outros meios de comunicação.

Da idade media aos dias atuais, de acordo com a pesquisadora Paula Sibilia, a relação das pessoas com a privacidade atravessou todo um espectro – da inexistência “forçada” à abolição espontânea, passando pelo fortalecimento do senso coletivo de privacidade. Hoje, relata Sibilia no livro “O Show do Eu“, vivemos o que ela chama da “intimidade como espetáculo”, situação ilustrada por fenômenos de mídia e comportamento como Orkut, a série televisiva Big Brother, revistas de fofocas. Em comum, todos trazem o foco em pessoas reais, embora não necessariamente famosas, que almejam ser (re)conhecidas. Ou seja: abre-se mão da privacidade por opção.

Aí é que reside o perigo, a partir do momento que mais e mais pessoas abrem mão da privacidade em troca de mais reconhecimento, mais facilidades , motivos profissionais, etc corre-se o risco de em breve mudar-se as leis e até tornar obrigatório certos dispositivos que podem ser perigosos nas mãos de governos ditatoriais ou mesmo grandes corporações não muito bem intencionadas. Imagine você ter um débito com a prefeitura ou com estado e não poder dar um passo sem que isso seja cobrado em todo instante. Exemplo do chip a ser colocado nos veículos e que irão permite ao governo monitorar os veículos que não pagam IPVA ou tem débitos pendentes, ou que tentam furar o rodízio.

Até aí é razoavel pois todos tem a obrigação de estar com o IPVA em dia mas existem situações em que a pessoa não pagou pois estava enfrentando sérios problemas.

Agora imagine o caso de você ter cometido um deslize qualquer ou ter tido alguma doença infecciosa e isso te acompanhar para o resto da vida pois em toda a empresa que você for procurar um trabalho eles acessarem os seus dados e lhe negarem uma oportunidade. Mesmo que você tenha uma tatuagem escondida sob a roupa , poderia-se descobrir através de acessos a dados de redes sociais, etc e sofrer uma descriminação..

Este assunto sem dúvida ainda será alvo de intenso debate (como alias já está sendo em alguns paises) . Agora a tendencia é cada vez mais as pessoas abrirem mão de sua privaciade em troca de alguma suposta vantagem. Agora até onde estas vantagens valerão realmente a perda total da privacidade.

Um caso real : alguns colégios estão implantando cameras em cada canto e alguns chegam ao ponto de controlarem de perto o comportamento dos alunos , proibindo beijinhos dentro da escola. Agora qual é o adolecente que nunca deu um beijinho ou uns abraços dentro da escola..

Por outro lado temos pervertidos usando-se das facilidades da internet para darem vazão a suas mentes poluídas.

Exemplo é a popularidade cada vez maior do ChatRoulette.

O funcionamento é simples: você aperta o play, habilita a sua webcam, e aleatoriamente alguém é escolhido para conversar com você. Ou não. E também não existe a menor garantia de que essa pessoa vai estar vestida.

Tudo ao vivo. Quando quiser ver/falar com outra pessoa, basta clicar em “next” e mais um estranho aparece na sua tela. Lembre-se: não necessariamente com roupas.

As possibilidades dessa roleta russa com vídeo ao vivo nos leva para um mundo de bizarros. Imagine ter um encontro as escuras a cada vez que clica em “next”, interações que duram segundos e raramente geram uma conversa com algum sentido.

O ChatRoulette faz uso de uma tecnologia que já existe há anos, e dispensa qualquer tipo de identificação e conexão com redes sociais. Qual é a graça então? Justamente o desconhecido. A aleatoriedade de clicar em “next” tem tornado a experiência nonsense em algo magneticamente viciante.

De um homem vestido de onça, adolescentes com maquiagens bizarras, alguém fornicando com um alface, garotas se beijando, um cara de terno e gravata “trabalhando” em um café, nazistas, chineses, e claro, uma tonelada de masturbadores.

foto:Brainstorm9.

Com menos de 3 meses de existência, o site saltou de poucas pessoas online para mais de 100 mil usuários simultâneos. Polêmico e chocante, ChatRoulette é uma volta aos primórdios da internet. Sem seleção, avatares, curadoria ou qualquer coisa que o valha. Tire as crianças da sala.  ( ficou curioso : http://www.chatroulette.com/) – FONTE: BRAINSTORM9

O ChatRoulette é um exemplo real de como aos poucos as pessoas estão perdendo o sentido de privacidade e se expondo cada vez mais em troca de supostos “benefícios”  que mais tarde poderão trazer problemas.

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